quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Science and Pseudoscience

Dear students,
You should not fail in hearing and reading the lesson of Dr. Imre Lakatos on the theme of "Science and Pseudoscience" that is availabel at http://www.lse.ac.uk/collections/lakatos//scienceAndPseudoscience.htm
I presume that you all can read and understand texts in english. Otherwise, someone could help us with a voluntary translation of the text.
As homework you should lissen to the lesson given by Lakatos and write 15 lines commenting its content.
This homework is due to the fact that by february, 23rd we are not having class of Theory of Scientific Knowledge. It should be posted at this very date.
O trabalho pode ser feito em português.

9 comentários:

Renato disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renato disse...

The lecture given by Imre Lakhatos made me think in a different way about Popper's falseability Theory. Supported by the very good comentaries (which can be saw at the transcription) Lakatos, in my point of view, shows us that popper's theory is kind of "radical". Why do we have to throw a theory in the trash only because it was refuted by an experimentation? Couldn't we create new sentences or theories to explain the errors on the recent experiment? Lakatos let us attentive to the following: Even in science we can't judge anything by what it aparentlly seems to be. There could be some other carachteristics hidden on theories that we must search for before refute something at the first looking.

Lucas R. P. disse...

Imre Lakatos observou que as teorias cientificas são “programas de investigação” formadas por muitas hipóteses que servem de arcabouço para a mesma. Lakatos observou também que há uma “heurística” (método analítico que busca descobrir a verdade cientifica)[1], que auxilia na “purificação” da teoria.Estes “programas progressivos de investigação” distinguem-se de trabalhos pseudocientíficos por presumirem fatos, os quais não foram refutados por programas anteriores.Os “programas degenerativos” são o oposto dos progressivos, e servem apenas para acomodar os fatos no presente.
Assim há uma “lógica das revoluções científicas” (contrapondo-se, portanto a Kuhn) a qual os cientistas preferem os programas progressivos aos degenerativos.
Lakatos ofereceu, portanto uma nova perspectiva para esse problema, estudando a estrutura dos trabalhos (não apenas com relação aos métodos) considerados científicos e os ditos degenerativos, a forma que estas estruturas davam-nos respostas sobre a natureza e o objetivo delas.
Nota-se então que as pseudociências (para Lakatos) são um tipo de processo argumentativo que apenas se prendem aos fatos momentâneos, e que ao predizerem sobre outros acontecimentos, o fazem de forma pouco rígida, atendendo apenas para a explicação da “coisa em si”, e não em suas implicações. O estudo progressivo é o contrário, cuja estrutura argumentativa é feita para sustentar as hipóteses que formam a teoria, e prevêem de forma bem explicada um fenômeno novo. Além disso, percebeu-se que não adianta refutar de forma abrupta uma teoria, sendo que esta pode estar “quase” correta ou faltarem dispositivos tecnológicos que possibilitem o empirismo sobre a tal teoria (discordando, portanto de Popper).
Lakatos conseguiu argumentar e adentrar no cerne destes tipos de representações da realidade e mostrou a diferença entre elas tópico por tópico e conseguiu discutir a temática da refutabilidade de Popper e o “pessimismo” de Kuhn satisfatoriamente.

Israel Ribeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Giu disse...

As definições de Ciencia e Pseudociencia tem tomado um ambito muito grade de discussões desde seu inicio sobre como definir os termos e separar um do outro. Com isso, surgiram várias idéias e definições como que uma forte crença definia o conhecimento, sendo assim, anjos, demônios e outros estariam enquadrados. Então, surgiram outras como a de Popper que dizia quanto ao falseamento, mas não a falseabilidade de teorias, porém, neste caso também haviam problemas. Lakatos então, resolveu alguns problemas que outros não haviam solucionado basicamente considerando que a unidade descritiva típica das grandes realizações científicas não é uma hipótese isolada, mas antes um programa de investigação.
" A ciência não é simplesmente ensaio e erro, uma série de conjecturas e refutações"
Contrariamente a Popper, Lakatos nao considera que a diferença de ciência e pseudociència seja simplesmente definido por uma teoria ser refutada ou não, mas considera como tendo sérias implicações de ordem ética e política.

Rodrigo disse...

A leitura do texto de Lakatos, faz com que rigorosamente se pense, sobre o que pode ser considerado ciência. E até que ponto pode-se desconsiderar uma pseudociência. Quem a considera, o faz por quais argumentos? e quem a desconsidera?
Lakatos tenta preencher um vazio entre a teoria de Popper e Kuhn e o faz, questionando a idéia científica dos séculos passados a ele, da qual creditava a ciência à aquilo que se podia comprovar a partir de fatos. Teoria essa insustentada por vários acontecimentos futuros a ela, que a fizeram se contradizer, como o fato de muitas teorias científicas terem sido construídas sem experimentações, da qual fora comprovada no futuro, com novas tecnologias.
A partir desses acontecimentos, algumas idéias sobre altas e baixas probabilidades, também não se fundamentam, por ainda estarem presas a antigos preceitos, juntamente com o radicalismo do "preto ou branco".
Compreende-se então no final do texto, que a definição completa de ciência é muito complexa, mas é possível de uma forma sucinta, dizer que a ciência somente pode ser considerada como é, se ela prever algum tipo de ação que irá ocorrer, assim como essa previsão poder ser realizada repetidas vezes.

ney carvalho disse...

Lakatus traz a importância para a sociedade e política na sua contribuição e respectivo "papel"na sociedade cientifica.Não tenta provar e demonstrar a fronteira entre ciência e pseudociência, e sim explicar-la.
Sua tentativa de explicar problemas postos por Karl Popper e Thomas Kuhn que são refutados na história da ciência, e o seu ponto de vista os tornam sem embasamentos.
Faz criticas à ciência até então praticada, com sua falseabilidade,"ciência não é simplesmente tentativas e erros conjecturas e refutação". Cientistas induzidos a acreditarem em suas próprias teorias. Não conseguindo ver e analisa-las corretamente.
Faz uma citação à Ampere que mesmo tendo realizado suas teorias do eletromagnetismo, descreveu como sendo improvável que essas teorias posam ser provadas de por meio experimental.
Se todos cientistas regem suas teses por equações que não podem ser provados, como qualificar-los? Essa é uma indagação por ele produzida.
A fundamentação de pseudociência é tentada desde o século XVI, porém vem sendo refutada e persuadida à descredibilidade.

Caio disse...

Lakatos's argument is that even if a scientific theory is proven to be false scientists don't abandon the theory. They call the error an anomaly and try to work it out. But the way I see it falseability is not so naive as Lakatos said. If we consider a theory as a group of assumptions then if one of this assumptions is proven wrong the theory is wrong, but that doesn't mean that the other assumptions are wrong. Lakatos judges the falseability in a boolean way. I don't know if Popper meant it to be boolean, but I think that a fuzzy approach is more suitable. So a theory can be less wrong than another one. Which means that when a theory is proven false by a test the scientists do abandon the theory and make a new theory which is very similar but accomodates an explanation to the failure in the test. So, in other words (and in my opinion), the falseability can be a demarcation if you don't consider that the false result means that the entire theory is false.
Despite not having agreed with Lakatos at the beggining I think his proposal of science as being something capable of making predictions and pseudoscience as something which only tries to explain what is already known very good. But I'm not convinced that it's a good demarcation method. For example: the greeks believed that in the beggining of the universe there was only chaos, which meant that everything was mixed together. This is not very far from the idea of the big bang. In the beggining everything was mixed in one point. The greeks ended up making a prediction about 2500 years ago of how was the beggining of the universe. But their knowledge came from religion and not from science. They had a lucky guess, not the result of a research program. What I'm trying to say is that a even if a scientific theory predicts something and that something is proven to exist it could have been shear luck. Maybe the theory is wrong, but was able to predict.

Alessandra disse...

Lakatos se preocupa em mostrar em que constitui a ciência, para que ela existe. Para ele a ciência é baseada em fatos, a razão das teorias é para explicá-los. Assim como defende que a ciência é válida independente do nosso entendimento para com ela.
Nas teorias que temos vemos que cientistas e pensamentos refutam suas teses, de forma que elas acabam falseadas, mas que isso na verdade não as torna falsas como achamos. Algumas teorias são improváveis, outras dizem que algumas teorias são mais prováveis que outras e isso as tornam válidas. Para este pensamento, Popper mostra que as “melhores” teorias (mais prováveis) ainda podem tornar-se improváveis, demonstrando em acordo com Lakatos, que esta análise não serve. Entretanto Lakatos discorda de Popper e sua definição de ciência e não-ciência, para ele, separamos como métodos científicos e não-científicos, afinal “cientistas não abandonam suas teorias apenas porque um fato a contradiz”. Temos sempre hipóteses, um fato anormal apenas não é tratado.
De forma direta, para Lakatos, temos o “programa de investigação” que cuida do desenvolvimento de problemas resolvidos e não resolvidos e o “programa de degeneração” que simplesmente acomoda os fatos. E com este pensamento ele consegue tratar problemas que ainda estavam em aberto mesmo por Popper e Kuhn. E como conclusão para si da análise destes programas, Lakatos nos diz que se ocorrer de dois programas concorrerem, o melhor substituirá o degenerativo, assim as melhores teorias permanecem, entretanto ele também defende que para isso há fundamentos éticos e políticos e não somente uma preocupação com a ciência e a não-ciência.